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O Ensemble JER é um grupo de artistas-músicos
especialmente formado para interpretar um reportório para
instrumentos de plástico (toy instruments).
Foi fundado e é dirigido por José Eduardo
Rocha (JER). O reportório do ensemble é constituído por
diversas peças instrumentais e de Teatro Musical (entre originais e
adaptações), mas inclui também peças que outros compositores
dedicaram à panóplia de instrumentos característica do grupo.
Desde a sua fundação em 1990, o Ensemble JER –
que tem uma formação variável e actua com artistas convidados – já
realizou mais de cem espectáculos, em Portugal, Espanha e Alemanha,
tanto em forma de concerto (com diversos programas) como com peças
de teatro musical de maiores dimensões (p.ex. A Saga da
Formiga, Futebol, Volkswagner, Sinfonia Náutica, Missa do Homem Armado,
Uma Laranja Mecânica, Cozido à Portuguesa).
Destacam-se as apresentações em: duas Bienais do Mediterrâneo, Centro
Cultural de Lagos, Teatro Gil Vicente, Teatro Cinearte, Centro Cultural
de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Culturgest, Cine-Teatro Monumental,
Orfeão de Leiria, Teatro Maria Matos, Teatro Rivoli, Expo 98, Galeria
ZDB, Conservatório de Faro, Sé de Lisboa, Teatro Garcia de Resende, Fábrica
da Pólvora, Expo Hannover 2000, Biblioteca Municipal de Santa Maria da
Feira, Teatro Nacional São João, Recreios da Amadora, Teatro da Rainha,
Museu Malhoa, Centro de Artes de Sines, Largo do Teatro Nacional S.
Carlos (Bienal Luzboa) e Teatro Nacional D. Maria II.
O grupo participou ainda em gravações para
teatro, cinema, rádio, televisão e disco. Em 2003 gravou para a
Universal uma peça de homenagem a Carlos Paredes integrada no CD duplo Movimentos
Perpétuos – Música para Carlos Paredes.
Na
última temporada, festejando o seu 15º aniversário, o grupo
apresentou-se em concerto com um reportório constítuido por peças de Mozart,
Beethoven, Satie, Strauss, Ravel, Bartok,
Stravinsky, Cage, Reich e alguns compositores
portugueses: Branco, Joly e Rocha. Este
ano, o Ensemble JER apresenta-se com um programa exclusivamente constituído
por obras primas de autores portugueses: Andrade, Cardoso,
Melgás, Seixas, Rocha e Ribeiro. Uma
interpretação livre, fantasiosa e humorística da história da música
lusitana, sob o título genérico de Cozido à Portuguesa.
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