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Nasceu em Lisboa em
1961.
Licenciado em Pintura
pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, expôs pintura, desenho
e ilustração desde 1981. Realizou individuais (p.ex. SNBA
1986) e participou em colectivas (p.ex. Novos-Novos 1984,
Gulbenkian 1987, Tendências 1991, Salão Lisboa 1998, Ilustração
Portuguesa 2002 e 2004, Imagens Projectadas # Instalações 2005),
bienais nacionais e internacionais (p.ex. Tessalónica/Grécia
1986, Vila Nova de Cerveira 1984 e 1988, Valência/Espanha 1992, Bienal
da Maia 2001, Luzboa 2006), feiras de arte e festivais (p.ex.
Expo 98, Expo Hannover 2000, Festival Músicas do Mundo 2006).
Concebeu cenografias e
figurinos para o Ballet Gulbenkian (1983) e vários grupos de teatro.
Realizou trabalhos gráficos (p.ex. Jazz em Agosto/Gulbenkian
1987, Lisboa 1900 (1988)) e filmes de animação (RTP 1989); publicou
regularmente (de 1981 a 2001) ilustração e banda desenhada em jornais
e revistas (p.ex. Sete, O Jornal, JL, Semanário, Máxima, Rua Sésamo,
Ler, Expresso, Independente, Público) e ainda em discos, livros,
programas, catálogos, cartazes, postais e cd-rom.
Estudou música particularmente e frequentou
cursos e seminários de composição, no Conservatório Nacional de
Lisboa e na Fundação Gulbenkian, com Iannis Xenakis, Cândido Lima e
Emanuel Nunes. Na Escola Superior de Música de Lisboa, frequentou o
curso de Composição, tendo estudado com António Pinho Vargas e
Christopher Bochmann, entre outros. Frequentou o Mestrado em Ciências
Musicais (Musicologia Histórica), na FSCH (Universidade Nova de
Lisboa).
Durante os anos 90,
intensificou o seu percurso simultaneamente plástico, dramatúrgico e
musical. Fundador e director do Ensemble JER – Os Plásticos
de Lisboa, um grupo de artistas/músicos formado para
interpretar um reportório para instrumentos de plástico (toy
instruments), realizou, desde 1990, mais de 100 espectáculos (p.ex.
CCB, Mosteiro dos Jerónimos, Culturgest, Cine-Teatro Monumental, Teatro
Maria Matos, Teatro Rivoli, Expo 98, Sé de Lisboa, Expo Hannover 2000,
Teatro Nacional de S. João, Teatro Nacional D. Maria II). O reportório
do Ensemble, bastante variado (de Dufay à actualidade), inclui também
obras que novos compositores dedicaram à panóplia de instrumentos
específica do grupo. O Ensemble JER participou ainda em diversas gravações
para teatro, cinema, rádio, televisão e disco.
Como compositor, é autor de mais de 60 obras originais e mais de 60
arranjos e transcrições, de entre um reportório para instrumentos
de plástico, peças de teatro musical (ópera) e obras para diversas
formações. Em 1992 foi duplamente premiado - Teatro na Década/CPAI
- pelo seu espectáculo A Saga da Formiga que foi apresentado em
Portugal e Espanha. Das suas criações destacam-se: Futebol
(1995-97), Volkswagner (1996-2000), Sinfonia Náutica
(encomendada pela Expo 98), Viagens na Minha Terra (1999-2000), Missas
do Homem Armado (1999-2000), Sr. Dr. Fausto (2001), Cozido
à Portuguesa (2006), a ópera Os Fugitivos (com libreto de
Rui Zink), uma encomenda do Teatro da Trindade para a temporada de
2003/04 (que foi transmitida pela RTP 2, em 2004, 2005 e 2006), e Piccola
Sinfonia Pimba, escrita para a OrquestrUtopica, estreada no 30º
Festival do Estoril (2004).
Além disso, criou e
dirigiu música original para espectáculos de teatro, workshops,
audiovisuais e outros eventos. No teatro, colaborou musicalmente com o
grupo Persona, em O Paraíso (Miguel Torga) e Auto da Barca do
Inferno (Gil Vicente), em 1991; com Jorge Silva Melo e os Artistas
Unidos nos espectáculos O Fim (JSM), Prometeu (JSM), Coriolano
(Shakespeare) e Fatzer (Brecht), de 1996 a 1998; e com Manuel
Wiborg em Uma Laranja Mecânica (Burgess), em 2006.
No cinema, fez música
para os filmes Luz Submersa (2001) e O Rapaz do Trapézio
Voador (2002) de Fernando Matos Silva; e para a série de animação
Eu Quero Ser (Animanostra 2007). Em 2003 gravou para a Universal
a sua peça Prelúdios & Fugas sobre o nome de Carlos Paredes,
integrada no duplo CD Movimentos Perpétuos – Música Para Carlos
Paredes.
Como musicógrafo,
escreveu o anexo 14 Anotações sobre Música Contemporânea
Portuguesa, incluído na 4ª edição da “História da Música
Portuguesa” de João de Freitas Branco (Europa-América 2005).
Foi membro de júris
e tem realizado conferências em diversas instituições. Em bienais de
jovens criadores dos países do mediterrâneo, representou Portugal nas
áreas da banda desenhada, teatro e música. Foi apoiado pelo CPAI (1992
e 1995), e subsidiado pela SEC (1986) e pelo IPAE (1999).
Foi docente de
Figurinos e Música no Chapitô (1992/93); e desde 1998 na ESTGAD
(actualmente ESAD – Escola Superior de Artes & Design/Caldas da
Rainha), leccionando Artes Plásticas, Desenho, Ilustração & BD,
Artes Sonoras, Música & Ritmo, Expressão Musical, Formas Visuais
& Sonoras e Encenação I. No âmbito das disciplinas musicais e
performativas tem formado diversos grupos - o Estgad Varèse, Gamelão
da Estgad, Harém Vocal, Treatro, Ensemblesad, Bem
Vindo (duo de pianistas) - e tem organizado diversos eventos
escolares e públicos, como a ópera Sr. Dr. Fausto (2001), o
concerto Obras de Vanguarda do Século Passado (2002), os mini
festivais: Encontros Esad de Música Contemporânea (2003), Festa
da Música (2004) e Edifício da Música (2005). Em 2006
encenou - no Teatro da Rainha - as peças Os Dois Minetos (Plauto)
e Tristes Trópicos (G. Mendonça), esta última em estreia
absoluta, com o grupo “Treatro” (2º ano do curso de Teatro).
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