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SINOPSE: Este tríptico consagra um tema arquétipo do imaginário colectivo,
formando uma saga em três partes continuas intituladas: Prólogo, Pantomina e
Poslúdio. A formiga, vencedora moral no Prólogo (fábula de La Fontaine), é
posta em causa pela cigarra na Pantomina, e substituída pela abelha no conceito
universal de insecto exemplar (conto de António Botto), e tem o seu requiem
profano no Póslúdio (conto tradicional português "A Formiga e a
Neve”), ao prender o seu pé na neve e pedir onze sucessivas ajudas em vão.
Em cena, temos dois actores que se desdobram em personagens e vozes, e cinco
músicos que executam uma partitura para cerca de vinte instrumentos, que inclui
um ensemble especial de instrumentos de plástico. Todo o evento cénico-musical
acaba por ser uma espécie de paródia lúdica e poética sobre os grandes
ciclos dramáticos como as tragédias, as trilogias e as tetralogias, propondo
recriar ou inventar um novo teatro musical.
O projecto "A Saga da Formiga" obteve o prémio de "execução
para projectos inéditos" e o prémio da "melhor proposta
musical" no concurso Teatro na Década, promovido pelo CPAI e o IJ (1992).
Foi representado em Lisboa (Galeria Monumental) e em Espanha (Valencia, Bienal
do Mediterrâneo).
Tradução, dramaturgia, musica original, concepcão plástica e direccão
artística de José Eduardo Rocha. Com Paulo Lages (narrador/formiga), Isabel
Gaivão (cigarra/voz), Paula Rocha (teclas/voz), Filipe Pinheiro (trombone), e
nos instrumentos de plástico, José Eduardo Rocha, Francisco Suspiro, João
Morais e José Manuel Freire.
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